domingo, 10 de outubro de 2010

EIXO V

Visitando o eixo V e revendo os trabalhos, assim como os textos estudados ao longo do semestre pelas interdisciplinas de Organização do Ensino Fundamental, Organização e Gestão da Educação, Projeto Pedagógico em Ação, Psicologia da Vida Adulta e Seminário Integrador V, percebi o quanto as mesmas foram importantes tanto para o meu crescimento pessoal como profissional.

A interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, nos possibilitou maiores esclarecimentos sobre a Gestão democrática nas escolas públicas do nosso país. Trabalhamos com a concepção de Gestão democrática quanto à participação dos diversos segmentos que envolvem a instituição escolar, quanto à transparência na administração e na aplicação de recursos e principalmente quanto à descentralização do poder.

As discussões levantadas nesta concepção se dão na dimensão administrativa, financeira e pedagógica, resultado da autonomia conquistada na constituição federal de 1988 construídas a partir de fortes movimentos de lutas sociais que suplicavam por voz nas tomadas de decisões no que compete a esfera educacional.

Sabemos que Gestão democrática é um discurso recente no cenário brasileiro que vem buscando espaço nas práticas administrativas escolares e que hoje busca aliar o discurso à prática para que possamos compartilhar das decisões quanto à forma de organização que as escolas públicas apresentam.

Por meio desta interdisciplina subentendeu-se que:

O Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar são regimentos que visam contemplar os anseios da comunidade local quando são construídos coletivamente, pois permitem discussões e contribuições que norteiam e explicitam as concepções de mundo, de educação, de sociedade, entre outros que determinada realidade apresenta.

É no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Escolar que o currículo e a avaliação ganham espaço e importância porque embora seja de regime seriado ou ciclado vai corresponder à vontade dos indivíduos presentes neste contexto.

A Gestão democrática da escola contempla processos que permitem a atuação dos segmentos como importantes aliados na tomada de decisões, entre os quais encontramos: conselho de educação, conselho do FUNDEB, grêmios estudantis, entre outros que tornam válido as decisões que norteiam a vida escolar.

Estes segmentos têm como finalidade fiscalizar aplicação de recursos, representarem os diferentes atores bem como suas opiniões, apontar estratégias e soluções, reivindicar as necessidades do contexto educacional, enfim, apresenta autonomia no espaço público educacional.

Com todas estas questões levantadas, considero que o mais importante nos tempos atuais é contribuir para que tais discursos sejam efetivados na prática. É preciso que compreendemos a complexidade que a Gestão democrática escolar apresenta para que lutamos para contemplá-la de forma integral.

Embora a Gestão democrática nas escolas seja considerada um processo recente, cabe a cada um de nós enquanto membro da sociedade e profissionais da educação lutar pela transformação deste contexto do qual fazemos e somos parte.

Na interdisciplina de psicologia da vida adulta, uma atividade que me chamou bastante atenção foi sobre Aprendizagem da Vida Adulta segundo Piaget onde a teoria de Jean Piaget, chamada epistemologia genética explica a forma como pensa o adulto, bem como seu processo de aprendizagem.

Enquanto que a lei define o adulto como indivíduo que completa 18 anos de idade, a psicologia nos mostra a complexidade deste estágio, onde adulto é entendido como alguém que atinge maturidade nas suas relações, apresenta controle intelectual e emocional, trazendo uma base sólida das fases anteriores.

Contudo penso que a maturidade pode ser atingida quando conseguimos estabelecer formas de lidar com problemas de nossa realidade, e ainda quando compreendemos o raciocínio do outro.

Em suma, todas as interdisciplinas do eixo V possibilitaram-me diversos conhecimentos e conseqüentemente estar mais preparada para o Trabalho de Conclusão do Curso.

Abraços!


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

EIXO IV

Ao visitar as interdisciplinas do eixo IV, uma das atividades que realizei pela interdisciplina de Representação do Mundo pelas Ciências Naturais me chamou bastante atenção, foi através da leitura dos textos “Natureza e a Construção do Natural: um olhar sobre imagens de natureza na publicidade, da autora Marise Basso Amaral, e Repensando o Ensino de Ciências a partir de novas histórias da ciência da autora Russel Teresinha Dutra da Rosa, onde a mesma foi extremamente importante e fundamental para compreendermos quais os conhecimentos prévios nossos alunos já possuem.

Os textos trazem discussões a cerca da importância de se considerar os saberes alternativos e o conhecimento cientifico; dos processos de ensino nas escolas através dos currículos escolares, dos livros didáticos de Ciências e dos meios de comunicação de massa; disserta também sobre as contribuições de “novas” historias da ciência, a insistência de dominância masculina nos escritos, silenciando sobre a participação da mulher neste processo e principalmente, que novas formas de contar a história da ciência podem orientar alternativas pedagógicas que perceba a ciência como processo descontinuo de construção de conhecimentos e de verdades sempre provisórias.

“... Verdade sempre provisória”, porque “... vivemos em uma época onde se transformam e se reorganizam as próprias noções de tempo e espaço, onde emergem novas identidades culturais e sociais”...

A interdisciplina de Representação do Mundo pelos Estudos Sociais nos possibilitou a perceber de fato a importância dos conteúdos trabalhados nesta disciplina. Como não há no currículo da instituição da escola que atuo Escola de Educação Especial João de Barro a disciplina de Estudos Sociais, não temos uma organização de “conteúdos” específicos, porém cabe aqui informar que, a organização curricular não restringe o que trabalhamos com os alunos, temos, portanto a liberdade de incluir em nossos trabalhos o que achamos pertinente ensinar no decorrer do ano letivo.

Da maneira como percebo o ensino de Estudos Sociais, posso afirmar que contemplamos muitas aprendizagens que compõem estas disciplinas. Ocorre que tais aprendizagens não são declaradas de forma objetiva que pertencem ao ensino de Estudos Sociais, mas de fato, estão presentes na prática em sala de aula.

Os alunos aprendem que o mundo a qual pertencem se constitui de um conjunto de fenômenos culturais, sociais e que as vivências sociais, as histórias, os modos de vida, os lugares e o mundo natural são parte de um todo integrado. Aos alunos é ensinado a cerca dos grupos sociais em que vivem a sua realidade e a sua identidade, entre uma série de outras aprendizagens/conhecimentos.

Percebo que é importante que a relação professor x aluno seja verdadeira onde haja uma reciprocidade de afeto, respeito, entre outros, para que neste conjunto possa de fato acontecer à construção dos conhecimentos e aprendizagens bem significativas.

As metodologias utilizadas devem ser variadas para dar conta da demanda dos alunos, respeitando suas diferenças e limitações no trabalho com portadores de necessidades especiais.

O planejamento é algo de extrema importância para organização do que se pretende ensinar e para quem estamos planejando. Através deste, estipulamos nossos objetivos, contemplamos os desejos de nossos alunos, fazendo com que nossa prática tenha mais valia no processo de ensino e aprendizagem. O planejamento deve ser aberto, para sim, contemplar as necessidades da turma que trabalho.

Penso que é preciso repensar nossa prática, e principalmente, o ensino de Estudos Sociais, muitas vezes esquecido em nossas escolas.

A Interdisciplina do eixo IV que mais contribuiu para a minha prática, tanto na escola em que atuo como na turma em que realizei o meu estágio foi a interdisciplina de Representação do Mundo pela Matemática, onde me possibilitou a elaborar atividades diversificadas e aplicar aos alunos, um exemplo foi a atividade de espaço e forma onde desenvolvemos uma atividade para trabalhar noções de espaço e a partir daí abordar uma série de questões que levaram o aluno a trabalhar com referência que não seja a sua própria, oportunizando o mesmo a várias possibilidades e descobertas.

Em suma, todas as interdisciplinas do eixo IV tiveram contribuições importantes e foram de fundamental importância para minha formação docente, onde possibilitou-me inúmeros conhecimentos e conseqüentemente estar mais preparada para o trabalho de conclusão (TCC).

Abraços...

Até mais!!!


domingo, 26 de setembro de 2010

EIXO III

Visitando o eixo III e revendo os trabalhos bem como os textos estudados ao longo do semestre pelas interdisciplinas de Artes Visuais, Literatura Infantil e Aprendizagem, Ludicidade e Educação, Música na Escola, Teatro e Seminário Integrador III, percebi o quanto estas foram de fundamental importância para o meu fazer pedagógico, onde todas as interdisciplinas nos possibilitaram a refletir em práxis pedagógicas mais ativa, gratificante e prazerosa, conseqüentemente proporcionando tanto a nós educadores quanto aos educandos, seres mais ativos, participativos, aprendentes através do fazer.

Destaco aqui a interdisciplina de Ludicidade e Educação que vem de encontro ao meu TCC no sentido de que trará contribuições importantíssimas para o mesmo.

Realizando a leitura do texto "Sala de aula é lugar de brincar?" de Tânea Ramos Fortuna, onde se trata de diversos conceitos entre os estudiosos das questões que norteiam jogo, brincadeira e o brincar. Entre distintos conceitos Kishimoto afirma que o brinquedo não pode ser reduzido a pluralidade dos sentidos do jogo, pois conota a criança e tem uma dimensão, material, cultural, e técnica. E ainda, afirma que o suporte da brincadeira, que por sua vez é o lúdico em ação, a ação em que a criança desempenha ao caracterizar as regras do jogo.

O texto relata como o jogo, o brinquedo e a brincadeira estão presentes nas escolas e como são vistos pelos educadores possibilitando-nos a repensar a nossa prática pedagógica, de maneira que a ludicidade, seja revista e dialogada.
É pena que os professores saibam da importância do jogo para o desenvolvimento humano, mas muitos deles não se convencem da sua relevância para a aprendizagem. Outra questão muito presente nas escolas é que há uma tendência a distinguir o estudar do brincar, neste sentido alguns professores determinam pequenos espaços e tempos para que a criança possa brincar ou jogar desenvolvendo a sua ludicidade.

Em minha prática de estágio, o brincar encontrava-se presente nas várias ações realizadas ao longo do dia, considerando o ato de brincar como forma de desenvolver a criatividade e a sociabilidade, oportunizando a criança a novas experiências e descobertas, atribuindo as ações como forma de aprendizagem, levando em consideração que a criança reproduz na brincadeira a sua própria vida. É através dela que constrói o real, delimita os limites frente ao meio e o outro e sente prazer em poder atuar em diversas situações criadas por ela.
Ao sermos conhecedores de que a brincadeira é o verdadeiro impulso da criatividade e que não existe adulto criativo sem crianças que brinque, precisamos conscientizar-nos, enquanto educadores, de que precisamos instrumentalizar nossas crianças para que se tornem adultos felizes, desenvolvendo neles qualidades como a generosidade, a compreensão, a honestidade, a sinceridade e a auto-realização.

Contudo, hoje em minha prática diária defendo o brincar na sala de aula e dou à devida importância a mesma.

Trabalho em uma instituição de educação especial onde a ludicidade assume diferentes abordagens, pois o brincar passa a ser pedagógico, terapêutico, clinico e principalmente fundamental no desenvolvimento humano e cognitivo entre os envolvidos. Trabalho com ludoterapia, ou seja, desenvolvo atendimento aos portadores com necessidades especiais em um espaço composto por inúmeros brinquedos, que através deles, de jogos e brincadeiras faz-se possível à superação de limites, e da própria construção destes como sujeitos.

Reflito quanto a minha pratica e tenho a convicção de que devemos ser educadores capazes de brincar para assim podermos propiciar momentos lúdicos para nossos alunos.

Nesta perspectiva e através do texto concluo que a ludicidade deve estar presente em nossas salas de aula e que depende da postura que assumimos para que a ludicidade de fato aconteça e de forma integral.

Abraços!!!

domingo, 19 de setembro de 2010

VISITANDO O EIXO ll...

Ao visitar as interdisciplinas do eixo II, uma das atividade que realizei pela interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob Enfoque da Psicologia I, me chamou bastante atenção, tratando-se sobre a psicanálise, onde nos traz os conceitos relacionados à mente humana, que são o ID, EGO e SUPEREGO.

Relacionando ao tema do TCC, pensar nos conceitos ID, EGO E SUPEREGO onde na sala de aula esse conceitos tornam-se fundamentais, pois nós professores, devemos conhecer e analisar estes conceitos para contribuir em todos os níveis de desenvolvimento físico, cognitivo, emocional dos nossos alunos.

Na sala de aula, trabalhamos com seres humanos e, portanto diferentes, pensam, criticam, tem sonhos, são carinhosos ou agressivos, agitados ou calmos, uma infinidade de emoções, que estão a todo o momento, presentes no cotidiano de nossa sala de aula e também fora dela.

Vale ressaltar aqui a teoria de Piaget que vem de encontro ao meu TCC, fazendo-se necessário caracterizar e fundamentar o período em que se encontra a criança. O estágio pré-operatório (2 a 6 anos de idade) onde a simbologia surge com um papel fundamental nas brincadeiras, o “faz de conta”, as histórias, o brincar com os objetos atribuindo-lhes outros significados, enfim. Nesta fase, os jogos simbólicos são possíveis dados que, a criança já é capaz de produzir imagens mentais. A linguagem falada permite-lhe o uso de símbolos para suprir objetos.
No decorrer do meu estágio pude evidenciar a relação entre algumas reflexões feitas por Piaget e o comportamento das mesmas. E através das leituras dos textos pude realizar a auto-avaliação da minha práticas de sala de aula, onde busquei respostas que surgiram através dos desafios do cotidiano.

A Interdisciplina de Infâncias de 0 à 10 anos me mostrou a complexidade do abandono nesta fase da vida onde há um olhar aprofundado sobre o ponto de vista psicológico que aponta como a fase mais importante da vida de um ser humano, me possibilitando assim um estudo mais amplo em relação à infância, a pluralidade das mesmas, como era antigamente e o que mudou até os dias de hoje...

Na interdisciplina de Escolarização Espaço e Tempo na perspectiva histórica, me possibilitou a retornar à minha infância e buscar lembranças que estavam guardadas na memória, resgatando assim a importância de deixar a minha história registrada. Também neste resgate veio a história da escola, do seu surgimento e mudanças através dos tempos, que não foi sempre como a imaginamos, passando por vários processos e atendendo diversos interesses.

Em suma, as interdisciplinas do eixo II tiveram contribuições importantes e foram de fundamental importância para minha formação docente, onde pude evidenciar a relação direta com o meu TCC.

Até mais...
Abraços!

sábado, 11 de setembro de 2010

EIXO I


Revendo o primeiro eixo do curso onde estudamos as seguintes interdisciplinas: Seminário Integrador I, Escola, Cultura e Sociedade, Abordagem Sociocultural e Antropológica, Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação, TICs e Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, percebi o quanto estas interdisciplinas foram de fundamental importância tanto para a minha vida profissional quanto pessoal, possibilitando-me a nos conhecermos, a me organizar, conhecer melhor as tecnologias aprendendo a manusear e a conviver constantemente com esta ferramenta tecnológica onde considero hoje um desafio superado, a ter uma visão geral e histórica da sociedade e da educação, assim como também voltar o meu olhar para o ambiente de trabalho de forma bem mais clara e crítica.

A interdisciplina do Seminário Integrador, mais precisamente a atividade sobre a organização do tempo, me fez reviver o quanto foi difícil para eu adaptar e conciliar estudos x trabalho, hoje me fez refletir sobre a importância desta organização para esta etapa final do TCC.

Não vejo relação direta das interdisciplinas do eixo I com o tema escolhido para o meu TCC, que se refere à função do brincar na aprendizagem da criança na educação infantil, mas percebo o quão ambas foram extremamente importantes para o meu crescimento.

Abraços...

domingo, 5 de setembro de 2010

MATERIAL DE APOIO


A partir da temática do TCC já formulada “A função do brincar na aprendizagem da criança na educação infantil”, contando com as orientações do professor Nilton e da tutora Márcia, irei utilizar como material de apoio para o Trabalho de Conclusão de Curso o livro “A excelência do brincar” da autora Janet R. Moyles e colaboradores e alguns artigos evidenciando o ato de brincar de Tânia Fortuna da Interdisciplina Ludicidade e Educação.

Neste sentido, revisando os textos, os fóruns e outros trabalhos disponibilizados nas interdisciplinas do curso referente ao eixo I, II e III, percebi vários aspectos relevantes e de fundamental importância para elaboração do meu TCC.

Em breve retornarei com novas contribuições...

Abraços!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

EIXO 9


Mais um semestre se inicia e com ele muitas expectativas em relação ao Trabalho de Conclusão de Curso.

No decorrer do estágio desenvolvi várias ações no intuíto de viabilizar, oportunizar as brincadeiras e o faz de conta onde foi perceptível durante estas ações toda aprendizagens ocorrida no desenvolver do processo.

Neste sentido, após realizar várias leituras de alguns teóricos que considero imprescindíveis para o desenvolvimento da criança na Educação Infantil e através das pesquisas investigativas, penso em direcionar o meu Trabalho de Conclusão de Curso primando pela "A função do brincar na aprendizagem da criança na educação infantil".

Considerando o ato de brincar como forma de desenvolver a criatividade e a sociabilidade, oportunizando a criança a novas experiências e descobertas, atribuindo as ações como forma de aprendizagem, levando em consideração que a criança reproduz na brincadeira a sua própria vida. É através dela que constrói o real, delimita os limites frente ao meio e o outro e sente prazer em poder atuar em diversas situações criadas por ela.

Ao sermos conhecedores de que a brincadeira é o verdadeiro impulso da criatividade e que não existe adulto criativo sem crianças que brinque, precisamos conscientizar-nos, enquanto educadores, de que precisamos instrumentalizar nossas crianças para que se tornem adultos felizes, desenvolvendo neles qualidades como a generosidade, a compreensão, a honestidade, a sinceridade e a auto-realização.

Abraços!!!